"NÃO SE PODE FALAR EM EDUCAÇÃO SEM AMOR". PAULO FREIRE

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ATIVIDADE: APRENDENDO COM A CHAPEUZINHO AMARELO

Recursos:
  • História do Chapeuzinho Amarelo;
  • Giz;
  • Chapéu amarelo;
  • Fantoche de lobo;
  • Papel sulfite branco e amarelo;
  • Pedrinhas ou saquinhos de areia;
  • Tesoura e cola.

Um dos objetivos dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa para o Primeiro Ciclo é a valorização da leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos e não uma literatura que não se misture com o real, nem mesmo tão pura fantasia. A literatura, na sua maneira particular, deve ser criada a partir da realidade e inundada de imaginação, o que provoca grandes estímulos na aprendizagem, possibilitando a formação de alunos mais criativos, inovadores, capazes de fazer proposições e pensar de maneira ativa.

Módulo 1 - Hora da História

ATIVIDADE 1

Professor,  previamente, providencie um chapéu amarelo e um fantoche de lobo. Caso não encontre um chapéu amarelo, pode ser usada uma folha amarela para fazer um chapéu de dobradura. O lobo pode ser um fantoche ou apenas uma imagem colada em papel cartão.

Procure um lugar aconchegante onde seja possível ouvir uma história e informe aos alunos que irão ouvir a história da Chapeuzinho Amarelo!

Muitas crianças que já conhecem a história da Chapeuzinho Vermelho terão uma reação de espanto, mas reafirme que, nesta aula, ouvirão a história de uma menina que era amarelada de medo:  a Chapeuzinho Amarelo!

Caso a escola em que você trabalhe não tenha disponível o livro da história, segue, abaixo, a história e o endereço do site do autor da história - Chico Buarque.


























Era Chapeuzinho Amarelo.
Amarelada de tanto medo.
Tinha medo de tudo,
aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada
nem descia.
Não estava resfriada
mas tossia.
Ouvia conto de fada
e estremecia.
Não brincava mais de nada,
nem de amarelinha...
Tinha medo de trovão.














Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol
Porque tinha medo de sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
deitada, mas sem dormir,
com medo de pesadelo.

Era Chapeuzinho Amarelo














E de todos os medos que tinha 
o medo mais que medonho 
era o medo do tal do LOBO. 
Um LOBO que nunca se via, 
que morava lá pra longe, 
do outro lado da montanha, 
num buraco da Alemanha, 
cheio de teia de aranha, 
numa terra tão estranha, 
que vai ver que o tal do LOBO 
nem existia.















Mesmo assim a Chapeuzinho 
Tinha cada vez mais medo 
do medo do medo do medo 
de um dia encontrar um LOBO. 
Um lobo que não existia.


















E Chapeuzinho Amarelo, 
de tanto pensar no LOBO, 
de tanto sonhar com LOBO, 
de tanto esperar o LOBO, 
um dia topou com ele 
que era assim: 
carão de LOBO, 
olhão de LOBO, 
jeitão de LOBO 
e principalmente um bocão 
tão grande que era capaz 
de comer duas avós, 
um caçador, 
rei, princesa, 
sete panelas de arroz 
e um chapéu 
de sobremesa.















Mas o engraçado é que, 
assim que encontrou o LOBO, 
a Chapeuzinho Amarelo 
foi perdendo aquele medo, 
o medo do medo do medo 
de um dia encontrar um LOBO. 
Foi passando aquele medo 
do medo que tinha do LOBO. 
Foi ficando só com um pouco 
de medo daquele lobo. 
Depois acabou o medo 
e ela ficou só com o lobo. 


















O lobo ficou chateado 
de ver aquela menina 
olhando pra cara dele, 
só que sem o medo dele. 
Ficou mesmo envergonhado, 
triste, murcho e branco azedo, 
porque um lobo, tirado o medo, 
É um arremedo de lobo 
É feito um lobo sem pelo 
Lobo pelado.















O lobo ficou chateado. 
















E ele gritou: sou um LOBO! 
Mas a Chapeuzinho, nada!. 
E ele gritou: sou um LOBO! 
Chapeuzinho deu risada. 
E ele berrou: Eu sou um LOBO!!! 
Chapeuzinho, já meio enjoada, 
com vontade de brincar 
de outra coisa. 
Ele então gritou bem forte 
aquele seu nome de LOBO 
umas vinte e cinco vezes, 
que era pro medo ir voltando 
e a menininha saber 
com quem não estava falando:



 












LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- 
LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- 
LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO- LO-BO-
















Aí, 
Chapeuzinho encheu e disse : 
"Pára assim! Agora! Já! 
Do jeito que você tá!" 
E o lobo parado assim 
do jeito que o lobo estava 
já não era mais um LO-BO 
Era um BO_LO. 
Um bolo de lobo fofo, 
tremendo que nem pudim, 
com medo da Chapeuzim. 
Com medo de ser comido 
com vela e tudo, inteirim. 
LO-BO-LO-BO















Chapeuzinho não comeu 
aquele bolo de lobo, 
porque sempre preferiu 
de chocolate. 
Aliás, ela agora, come de tudo, 
menos sola de sapato. 
Não tem mais medo de chuva 
nem foge de carrapato. 
Cai, levanta, se machuca, 
vai à praia, entra no mato, 
trepa em árvore rouba fruta, 
depois joga amarelinha 
com o primo da vizinha 
com a filha do jornaleiro 
com a sobrinha da madrinha 
e o neto do sapateiro.




VÍDEOS:


ATIVIDADE 2 - Conversando sobre a história

Após a leitura da história, observe se as crianças  perceberam qual foi o trocadilho (a troca da ordem das sílabas) usado pela Chapeuzinho Amarelo para perder seus medos.

Ressalte que, primeiramente, ela encarou seu medo e, em seguida, o transformou em algo de que ela não tinha medo.

Enumere, no quadro, as palavras que indicam os medos das crianças e faça a mudança de sílabas transformando-os.

ATIVIDADE 3


Assim como a Chapeuzinho Amarelo transformou os medos em novas palavras, vamos transformar as palavras da atividade abaixo e vejam que palavras legais serão formadas.



























Módulo 2 


ATIVIDADE 1


A proposta desta atividade é o registro da história.


Em uma roda de conversa, peça para que as crianças recontem a história. Após a recontagem, ensine-os a fazer uma dobradura de chapéu, como a do desenho, abaixo.

Utilize ¼ de folha A4, na cor amarela, e dobre ou corte a ponta do chapéu, para que fique mais parecido com a da ilustração do livro, como indicado na segunda imagem.




As crianças deverão colar a dobradura em uma folha e, a partir dela, retratar a história da Chapeuzinho Amarelo. Para esta atividade, deixe-as livres e com bastante tempo; com certeza, produzirão lindos desenhos!

ATIVIDADE 2

A segunda atividade desta aula é mais dinâmica: os alunos vão aprender como brincar de amarelinha!

Mas o que é amarelinha?

Amarelinha é uma brincadeira em que as crianças devem pular casinhas desenhadas no chão, com no mínimo dois participantes, utilizando uma pedrinha ou um saquinho de areia.

Como brincar:

Desenhe a amarelinha no chão, indo do número 1 ao 10. O padrão é o seguinte: a pedra é lançada na primeira casa e o jogador deve percorrer o trajeto do traçado, pulando (ora com um pé, ora com os dois), evitando o quadrado onde a pedra caiu. A sequência se repete enquanto a pedra avança de casa em casa e o grau de dificuldade aumenta.

Professor, existem diferentes tipos de amarelinhas, e diferentes nomes para esta brincadeira, veja no link, abaixo, as curiosidades sobre esta brincadeira:

Esta brincadeira trará benefícios, tais como o desenvolvimento do raciocínio, a coordenação motora, a atenção, o equilíbrio, a noção de espaço e tempo, conhecimento dos números e habilidade para lidar com regras e limites, além do reconhecimento dos números  em ordem crescente e decrescente.

ATIVIDADE: FAZENDO TINTA COMESTÍVEL PARA OS BEBÊS

ATIVIDADE: FAZENDO TINTA COMESTÍVEL PARA OS BEBÊS



1º MOMENTO
Preparando as tintas

Material necessário

  • Papel branco: cartolina ou papel A4;
  • Uma beterraba;
  • Um pacote de gelatina (cores primárias: vermelho, verde, azul, amarelo);
  • 1 litro de água;
  • Duas panelas;
  • Potes plásticos.

Modo de preparo:

Numa panela, colocar a beterraba descascada e meio litro de água. Em seguida, deixar ferver a água até que a beterraba esteja cozida. Separar a beterraba e o líquido, e deixar esfriar. Em outra panela ferver meio litro de água, e logo após despejar o pacote de gelatina, misturando até dissolver todo o pó. 

Para este momento é preciso que a professora prepare previamente as tintas de beterraba e de gelatina a serem utilizadas na aula, bem como o espaço onde a pintura acontecerá. Sugere-se que a professora cole uma quantidade suficiente de papel branco (cartolina ou papel A4) para cobrir a mesa onde as crianças desenvolverão a pintura. Outra possibilidade, é colar as folhas brancas no chão para que as crianças pintem sentadas em seu redor. Como a proposta desta aula é possibilitar o contato das crianças com diferentes texturas e sabores, não será preciso o uso de pincéis, pois a intenção é estimular a manipulação com as mãos dos bebês. 
Obs: Sugere-se que a professora peça às famílias que enviem um avental ou camiseta para que os bebês possam pintar a vontade. Outra possibilidade, é deixar os bebês só de fraldas, mas somente se o tempo estiver quente o suficiente de modo a não prejudicar a saúde das crianças. 

2º MOMENTO
Pintando e experimentando a tinta de beterraba

Após organizar as tintas, o espaço e as crianças sentadas nas cadeiras ao redor da mesa ou da folha grudada no chão,  a professora deve mostrar às crianças qual a proposta da atividade, falando de que é feita a tinta, colocando a mão dentro do pote e pintando sobre a folha branca, para que as mesmas possam visualizar e entender o que será feito. Em seguida, oferecer para cada criança a tinta de beterraba (com os pedaços de beterraba) num pote grande, onde as mesmas possam colocar as mãos, sentir a textura, pegar e provar os pedaços de beterraba. Neste momento, é importante que a professora respeite o tempo de exploração de cada criança. Algumas podem ficar mais a vontade para colocar as mãos e sentir a tinta, e, outras podem ficar receosas e apenas querer observar ou esperar um tempo até sentirem- se seguras para participar da pintura.

3º MOMENTO
Pintando e experimentando a tinta de gelatina

Após a pintura com tinta de beterraba, a professora deve mostrar as crianças a tinta de gelatina, falando de que é feita e colocando a mão dentro do pote e pintando sobre a folha branca, para que as crianças saibam o que será feito. Em seguida, oferecer para cada criança a tinta de gelatina num pote grande, onde as mesmas possam colocar as mãos, sentir a textura e provar a gelatina. Neste momento, é importante que a professora respeite o tempo de exploração de cada criança, algumas podem ficar mais a vontade para colocar as mãos e sentir a tinta, e, outras podem ficar receosas e apenas querer observar ou esperar um tempo até sentirem-se seguras. 

Obs: É importante que a professora valorize o trabalho artístico dos bebês, expondo o resultado final da pintura em algum espaço, onde as próprias crianças, as famílias, outras crianças e outros adultos da escola possam visualizar o que foi feito.

Avaliação
A professora poderá avaliar o desenvolvimento motor e a percepção dos bebês. A professora deverá registrar o movimento e o comportamento dos bebês em relação a exploração e a manipulação das tintas caseiras: como tocam, sentem e provam a tinta durante a pintura; de que forma ocupam a folha e de que maneira movimentam as mãos sobre o papel. Além disso, poderá avaliar se os bebês sentem-se seguros e a vontade para provar, tocar e experimentar a tinta e os alimentos: se choram; se brincam com tranquilidade; se, se movimentam; se aproveitam as propostas e atividades oferecidas.

EDUCAÇÃO INFANTIL: PINTANDO COM OS BEBÊS: VAMOS USAR GELATINA?


EDUCAÇÃO INFANTIL: PINTANDO COM OS BEBÊS: VAMOS USAR GELATINA?

Materiais utilizados
* giz de cera colorido;
* tapete;
* papel branco;
* papel pardo;
* tecidos coloridos;
* gelatinas de três sabores;
* potes para o preparo da gelatina;
* tampas de potes de maionese;
* livro Romeu e Julieta da Ruth Rocha em vídeo youtube (vide recursos complementares);
* data show.



1ª Atividade: Brincando com tecidos (30 minutos)
Na sala de aula, propor para as crianças uma brincadeira com tecidos coloridos no tapete. O professor pode colocar música* e um tapete na sala, disponibilizando os tecidos e incentivando que as crianças brinquem e dancem. É importante que o professor durante a brincadeira faça destaque às cores dos tecidos, estabelecendo um diálogo com as crianças mais ou menos assim:
"Vamos pegar o tecido VERMELHO?"
"Vamos esconder o tecido AMARELO?"

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* Sugiro a trilha sonora do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" (vide em recursos complementares).


2ª Atividade: Pintando borboletas com giz de cera (45 minutos)
Organizar um espaço para contar a história de Ruth Rocha "Romeu e Julieta". A sugestão é que seja o vídeo do youtube (vide em recursos complementares) no data show, mas caso a instituição não disponha desse recurso, o professor pode contar a história sobre um tapete. Depois que a história for contada, o professor deve disponibilizar papel pardo e giz de cera coloridos para que as crianças desenhem o jardim de Romeu e Julieta.

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3ª Atividade: Preparação da tinta (30 minutos)
Preparar junto com as crianças as tintas feitas com gelatina. Sugere-se que sejam de três cores: azul, amarela e vermelha, as primárias. Para preparar basta pegar três potes com água morna e colocar (nesse momento as crianças podem participar) o pó da gelatina. Quando as tintas estiverem prontas é necessário que sejam distribuídas entre as crianças para a confecção do painel. A distribuição pode ser feitas em tampas de sucata, como tampas de potes de maionese, por exemplo. 

4ª Atividade: Confecção do painel (30 minutos)
Depois que a tinta estiver preparada, o professor deve organizar o espaço para o uso do material. Sugere-se que seja em um espaço externo da instituição. O professor deve disponibilizar as tintas nas tampas e cada criança deve ter o seu pincel. A pintura deverá ser individual. Com tudo pronto é hora da brincadeira começar!
As crianças deverão ter total liberdade para usar o material, que depois de pronto pode ser posto em exposição sob forma de um painel com os trabalhos de todas as crianças. No entanto, a exposição deve ser curta, posto que, como o painel é feito com gelatina, o açúcar pode atrair insetos. Assim, imagens por intermédio de fotografias serão um registro mais adequado para esta atividade.


Avaliação
A avaliação na Educação Infantil deve ser processual. O professor é o responsável por pensar nela de forma intencional, mas pode também encontrar algumas respostas nas reações das crianças. Durante o desenvolvimento das atividades propostas, o professor poderá avaliar vários aspectos, dentre eles, se as crianças tiveram a oportunidade de se expressar; se gostaram de utilizar o material diversificado; se desenvolveram a capacidade de trabalhar em grupo; e se a proposta de exposição do painel com gelatina foi bem apreciada. Sugere-se que o professor fotografe o processo a fim de registrar a atividade e o resultado do processo. É importante destacar que a observação do processo decorrente das conversas do tema trabalhado, podem desencadear novas relações com este conteúdo que poderão ser fonte de avaliação de como as crianças compreenderam o mesmo.